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Segurança Pública foi tema de Happy Hour da CDL-VR

09/08/2018

O delegado de Volta Redonda, Celso Gustavo Castello Ribeiro, que tomou posse em abril, participou de um bate-papo com empresários na última quarta-feira (08/08), durante o Happy Hour, que promovido mensalmente pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-VR). O tema foi Segurança Pública. A ideia é fortalecer a parceria já firmada pela entidade com o Poder Público e a empresa PHD, num convênio assinado em maio deste ano, para que as empresas possam informar  para a polícia as câmeras de seguranças existentes nas lojas que monitorem as ruas. O objetivo é que, em caso de crime, as imagens sejam fornecidas para ajudar a identificar os criminosos de forma rápida. 
O presidente da CDL-VR, Adriano Santos, reforçou que as entidades empresariais, como o Sindicato do Comércio Varejista (Sicomércio-VR) e Associação Comercial (Aciap-VR), já ajudam, por meio do Fasp, o Fundo de Apoio à Segurança Pública, com a manutenção dos carros e equipamentos de escritório das polícias Civil e Militar. “Desde a crise econômica, que se instalou no Estado no final de 2016, quando nos pediram apoio, viemos fazendo um trabalho junto a esses órgãos para manter o bom funcionamento das polícias em nossa cidade, evitando que haja um aumento da criminalidade. Hoje, a presença do delegado vem reafirmar esse nosso compromisso, e ainda de ampliar essa parceria, incentivando os empresários a trabalharem junto com as polícias, cedendo as imagens das câmeras de segurança”, afirmou.
O delegado explicou aos comerciantes que já existe um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com o objetivo de tornar a cessão dessas imagens uma obrigação tanto por parte das empresas quanto de pessoa física. “Queremos fazer de Volta Redonda um exemplo, onde, todos tenham consciência da importância de usarmos essas filmagens na investigação de crimes, porque, se hoje, a cidade é monitorada com câmeras por meio do Poder Público, digamos com cem câmeras, se podermos usar as de todos que tenham, esse número pode ultrapassar mil. Quanto maior o número de câmeras, maiores também as chances de inibir as ações de bandidos, porque eles vão saber que podem ser identificados”, comentou. 
Celso também explicou que com a localização de cada câmera é possível fazer um mapa “georreferenciado”, criando um banco de dados que pode ajudar na redução da mancha criminal. “Digamos que uma loja foi roubada na Avenida Amaral Peixoto, no Centro. Na mesma hora, olhamos nesse cadastro onde tem câmeras e, com as filmagens, conseguimos levanta dados importantes como a roupa que os bandidos vestia, veículos que estavam e acionar os policiais para montar o cerco. Isso agiliza o processo de captura desses criminosos”, explicou. O delegado acredita que pelo menos 90% das empresas hoje já dispõe de sistema de segurança com câmeras, o que não implicaria em investimento ou novos custos. “O que queremos é só ser informados da localização delas”, disse. 
Celso disse ainda que os registros policiai do primeiro trimestre deste ano já coloca a delegacia de Volta Redonda como uma de grande porte, que são as unidades com mais de 500 ocorrências registradas por mês. “Isso sem contar os registros de extravio de documentos que não entra nesse somatório, mas que toma um tempo enorme dos policiais”, afirmou. Ele também se colocou à disposição dos empresários para tentar reduzir o tempo de atendimento, uma vez que, a principal reclamação dos empresários, é a demora no registro das ocorrências. “Temos um efetivo pequeno, mas pedimos paciência e que os empresários registrem qualquer crime, desde o pequeno furto até um grande roubo, porque nos ajuda a traçar o que chamamos de mancha criminal, que é onde está acontecendo o maior número de ações de bandidos. Vamos tentar melhorar esse tempo de atendimento”, prometeu.

Reconhecida de Utilidade Pública: Lei Municipal Nº 1381/76 - Lei Estadual Nº 1559/89
Filiada: Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Rio de Janeiro.

Agência Interagir